Tag: Banco Central do Brasil

  • AINDA DÁ TEMPO! Pode ter dinheiro esquecido no seu CPF

    O Banco Central do Brasil (BC) anunciou novamente que o Sistema de Valores a Receber (SVR) está disponibilizando a quantia de R$ 7,2 bilhões para resgate.

    Esse sistema, operado pelo BC, permite que pessoas físicas e empresas verifiquem se têm algum dinheiro esquecido, não reclamado em bancos, consórcios ou outras instituições.

    dinheiro esquecido no seu CPF
    Ainda dá tempo! Pode ter dinheiro esquecido no seu CPF

    Quem ainda pode ter dinheiro esquecido?

    De acordo com o BC, desse montante, R$ 5,6 bilhões estão disponíveis para 38 milhões de CPFs, enquanto R$ 1,52 bilhão pode ser resgatado por 2,9 milhões de CNPJs.

    A maior parte dos resgates do dinheiro esquecido, cerca de 63%, refere-se a valores de até R$ 10. Abaixo, você pode conferir a distribuição percentual por faixa de valores:

    • Entre R$ 0 e R$ 10: 63,04%
    • Entre R$ 10,01 e R$ 100: 25,12%
    • Entre R$ 100,01 e R$ 1.000: 10,08%
    • Acima de R$ 1.000,01: 1,76%

    O número de beneficiários em cada faixa de valor é o seguinte:

    • Entre R$ 0,00 e R$ 10,00: 29.460.596 beneficiários
    • Entre R$ 10,01 e R$ 100,00: 11.740.174 beneficiários
    • Entre R$ 100,01 e R$ 1.000,00: 4.709.275 beneficiários
    • Acima de R$ 1.000,01: 821.334 beneficiários

    O BC informou que o beneficiário que possui valores a receber em mais de uma faixa é contabilizado várias vezes. Até setembro, já haviam sido resgatados R$ 5 bilhões do dinheiro esquecido.

    Ainda dá tempo de consultar

    O único site autorizado a realizar a consulta e orientar como solicitar a devolução dos valores é o https://valoresareceber.bcb.gov.br, que está disponível desde 7 de março. Vale destacar que, pelo sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução do dinheiro esquecido.

    Caso você não possua uma chave cadastrada, será necessário entrar em contato com a instituição detentora dos valores para combinar a forma de recebimento. Outra alternativa é criar uma chave PIX e, em seguida, retornar ao sistema para fazer a solicitação.

    No caso de dinheiro esquecido a receber de pessoas falecidas, somente herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais podem realizar a consulta. Além disso, é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é fundamental entrar em contato com as instituições nas quais existem valores a receber para verificar os procedimentos necessários.

  • Erro técnico no Banco Central deixa 45 mil trabalhadores em “SAIA JUSTA”

    Erro técnico no Banco Central deixa 45 mil trabalhadores em “SAIA JUSTA”

    Erro técnico no Banco Central deixa 45 mil trabalhadores em “SAIA JUSTA” | Um erro técnico no sistema de pagamento do Banco Central resultou na interrupção da transferência de 45.335 parcelas de-desemprego por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED) na terça-feira, 16 de maio de 2023. A falha foi anunciada em um comunicado emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    É importante destacar que apenas as parcelas que foram enviadas via TED foram canceladas, enquanto as demais foram pagas normalmente. A responsabilidade pela transferência das parcelas é da Caixa Econômica Federal. O MTE lamentou o incidente e reafirmou seu compromisso em garantir os benefícios aos trabalhadores e trabalhadoras que têm direito.

    Preocupação entre os trabalhadores

    A interrupção no pagamento do seguro-desemprego causa preocupação entre os beneficiários dependentes, já que esse auxílio financeiro é fundamental para muitas pessoas que estão em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. A falha no sistema de pagamento do Banco Central envolveu questões sobre a eficiência e a confiabilidade dos procedimentos adotados.

    O Ministério do Trabalho e Emprego está trabalhando em conjunto com a Caixa Econômica Federal para corrigir o problema e evitar futuras ocorrências. Medidas estão sendo tomadas para garantir que os pagamentos atrasados ​​sejam processados ​​de forma ágil e segura, a fim de minimizar os transtornos causados ​​aos beneficiários.

    Pagamento do seguro em atraso

    Os pagamentos que foram atrasados ​​serão realizados na próxima terça-feira, 23 de maio. De acordo com o ministério, o recebimento dos valores será feito automaticamente, sem a necessidade de qualquer solicitação por parte dos cidadãos prejudicados.

    A automatização do recebimento das parcelas atrasadas é uma tentativa de simplificar o processo para os cidadãos beneficiários. Dessa forma, não será necessário que eles façam qualquer solicitação adicional para receber os valores devidos. A espera é que a regularização tolerada sem maiores complicações e que os beneficiários recebam os recursos na data estipulada.

    Diante do ocorrido, é fundamental que o Banco Central e demais instituições envolvidas no processo de pagamento do seguro-desemprego realizem uma análise criteriosa dos sistemas e procedimentos adotados, a fim de identificar as falhas e implementar medidas de segurança e controle mais eficazes. Isso é necessário para evitar incidentes semelhantes no futuro e garantir a confiança dos cidadãos no sistema financeiro e nas políticas de apoio ao trabalhador desempregado.

    A regularização dos pagamentos na próxima terça-feira será um alívio para os beneficiários que aguardam o auxílio. No entanto, é importante que as autoridades responsáveis ​​estejam atentos e adotem as medidas necessárias para prevenir situações semelhantes, garantindo assim o cumprimento dos direitos dos trabalhadores e dos programas de assistência social.

    Veja também: SAIU! Consulta ao 13º salário do INSS é antecipada; veja calendário

  • CONFIRMADO: Bancos deixarão de oferecer antiga função por causa do Pix

    CONFIRMADO: Bancos deixarão de oferecer antiga função por causa do Pix

    CONFIRMADO: Bancos deixarão de oferecer antiga função por causa do Pix | Você já parou para pensar que aquele antigo jeitinho que costumávamos utilizar para transferências bancárias está prestes a ser extinto? Pois é, as operações via DOC nas instituições associadas à Febraban têm os dias contados e até 2024 elas serão completamente eliminadas.

    Mas calma, não precisa entrar em pânico, porque essa é uma medida que visa modernizar o sistema financeiro do país e trazer mais eficiência e segurança nas transações financeiras. E aí, curioso para saber mais sobre essa mudança? Então continue lendo!

    As transferências via DOC (Documento de Ordem de Crédito) e as operações nas instituições associadas à Febraban (Federação Brasileira de Bancos) deixarão de acontecer até o dia 29 de fevereiro de 2024. A medida foi anunciada recentemente pelo Banco Central do Brasil.

    Criado em 1985 pelo Banco Central, o DOC foi uma forma revolucionária de transferência bancária, na época. No entanto, com o avanço da tecnologia, o DOC perdeu espaço para formas mais rápidas e mais baratas de download de recursos, como o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

    Preferência pelo PIX

    Um levantamento feito pela própria Febraban sobre meios de pagamento com base em dados divulgados pelo Banco Central mostra que foram realizados 59 milhões de operações via DOC em 2022, apenas 3,7% do total de 63 bilhões de transferências feitas no ano. O DOC ficou bem atrás dos cheques (202,8 milhões), TED (1,01 bilhão), boleto (4 bilhões), cartão de débito (15,6 bilhões), cartão de crédito (18,2 bilhões) e do Pix , a escolha preferida dos brasileiros, com 24 bilhões.

    Além do DOC, ficou determinado o fim das operações de TEC (Transferência Especial de Crédito), feito exclusivamente por empresas para pagamento de benefícios a funcionários. A extensão das duas modalidades de meio de pagamento também foi motivada pela experiência e custo-benefício aos clientes. Outras modalidades de operação oferecem o mesmo serviço de maneira instantânea, a exemplo da TED, e sem custo, no caso do Pix, nas transações de menor valor.

    Benefícios das transações por Pix

    De acordo com o Banco Central, a substituição do DOC e do TEC pelo Pix assume diversos benefícios aos usuários, como a possibilidade de downloads 24 horas por dia, sete dias por semana, em poucos segundos e sem custos adicionais. Além disso, a operação será mais segura, já que as transações pelo Pix são autenticadas pelo próprio cliente através de sua chave Pix ou de sua senha, garantindo a segurança e proteção contra fraudes.

    Por fim, é importante ressaltar que a mudança para o Pix não será obrigatória, mas a tendência é que os usuários optem cada vez mais pelo sistema de pagamentos instantâneos. Aos poucos, as instituições financeiras vão diminuindo a oferta de serviços como o DOC, incentivando os clientes a aderirem ao Pix. A modernização do sistema financeiro brasileiro é uma realidade e o Pix é apenas uma das várias iniciativas do Banco Central para tornar as transações financeiras mais eficientes, seguras e acessíveis a todos.

    Veja também: ALERTA GERAL para quem usa o PIX acaba de sair HOJE (02/05)

  • ALERTA GERAL para quem usa o PIX acaba de sair HOJE (02/05)

    ALERTA GERAL para quem usa o PIX acaba de sair HOJE (02/05)

    ALERTA GERAL para quem usa o PIX acaba de sair HOJE (02/05)

    Já imaginou fazer uma transação via PIX e descobrir depois que caiu em um golpe? Infelizmente, esse tipo de situação não é incomum. Por isso, o Banco Central acaba de anunciar uma série de medidas para reforçar a segurança das transações via PIX. Com as mudanças, será possível identificar mais facilmente possíveis fraudes e prevenir que elas aconteçam. Saiba mais sobre as novidades que estão por vir.

    O Banco Central anunciou nesta terça-feira (2) uma série de medidas para reforçar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos. De acordo com a instituição, as mudanças visam aperfeiçoar duas funcionalidades do sistema: a notificação de infração e a consulta de informações vinculadas às chaves PIX.

    Notificação em caso de  suspeita de fraude

    A notificação de infração permite que as instituições financeiras identifiquem e façam uma marcação das chaves e dos usuários sempre que houver suspeita de fraude na transação. Com a mudança prevista, esse registro passará a contar com novos campos de preenchimento, permitindo a especificação das notificações que envolvam, por exemplo, golpe, estelionato, invasão da conta e coação.

    A alteração também deve permitir que as instituições identifiquem o tipo de fraude cometido, como um usuário que abriu uma conta sob falsidade ideológica ou emprestou indevidamente sua conta para alguma fraude.

    Outra mudança diz respeito aos tipos de dados disponibilizados às instituições financeiras para análises antifraude das transações via PIX. Com a alteração, será permitido acesso a um conjunto “mais relevante de informações”, o que inclui:

    • dados sobre a quantidade de infrações de uma conta laranja ou falsidade ideológica relacionada a um usuário ou uma chave PIX,
    • quantidade de participantes que aceitaram notificação de infração daquele usuário ou chave,
    • quantidade de contas vinculadas a determinado usuário e
    • informações relacionadas a um maior período de tempo.

    Atualmente, são disponibilizados dados de 6 meses, mas agora serão contemplados dados de até 5 anos.

    Consulta de informações 24 horas por dia

    Segundo o Banco Central, a consulta dessas informações poderá ser feita pelas instituições por chave PIX ou pelo usuário (CPF/CNPJ), 24 horas por dia, todos os dias do ano. Com isso, as instituições terão melhores condições de atuar preventivamente, rejeitando transações fraudulentas ou bloqueando cautelarmente os recursos, o que resultará em maior proteção aos usuários.

    As novas medidas entrarão em vigor em 5 de novembro porque vão demandar ajustes nos sistemas, tanto por parte da autoridade monetária como das instituições participantes do PIX. Com as mudanças, o Banco Central espera reforçar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos e reduzir os casos de fraude envolvendo transações via PIX.

    Veja também: Nova tecnologia testa PIX por aproximação e sem conexão com a internet; entenda

  • Previsão de inflação do mercado financeiro sobe para 6,01% em 2023

    Previsão de inflação do mercado financeiro sobe para 6,01% em 2023

    Previsão de inflação sobe para 6,01% em 2023, acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC), segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (17). A estimativa para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%. Ainda assim, está dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em março, a inflação desacelerou, mas puxada pelo aumento dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,71%.

    Para alcançar a previsão de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é o maior desde janeiro de 2017. A expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 10% ao ano, e para 9% e 8,75% ao ano em 2025 e 2026, respectivamente.

    A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano passou de 0,91% para 0,9%. Para 2024, a expectativa é de crescimento de 1,4%, enquanto o mercado financeiro projeta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,72% e 1,8% em 2025 e 2026, respectivamente.

    A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,24 para o fim deste ano, com previsão de R$ 5,26 para o fim de 2024. O cenário econômico é motivo de divergência entre o governo federal e o Banco Central, já que quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, o que pode dificultar a expansão da economia. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

  • Valores esquecidos: Quase 4,8 milhões de pessoas resgataram

    Valores esquecidos: Quase 4,8 milhões de pessoas resgataram

    Banco Central informa que quase 4,8 milhões de pessoas pediram resgate de valores esquecidos desde o início do programa do Sistema de Valores a Receber (SVR). O valor total dos saques solicitados foi de R$ 342,2 milhões, em pouco mais de um mês após a reabertura do sistema, em 7 de março.

    A maior quantia resgatada individualmente foi de R$ 3,3 milhões, realizada por uma empresa, enquanto o maior valor resgatado por uma pessoa física foi de R$ 749,5 mil. O número de pessoas que pediram o resgate desde o início do programa soma 1,45 milhão.

    O SVR permanecerá aberto para todos, sem interrupções programadas, para que cada um possa recuperar os valores esquecidos no sistema financeiro. O sistema permite ainda a verificação de valores de pessoas falecidas, e os usuários podem agendar o recebimento dos recursos no site Valores a Receber.

    As consultas foram reabertas em 28 de fevereiro e, até o último domingo (9), 122,2 milhões de consultas haviam sido feitas. Desse total, 56,5 milhões (46%) apontaram quantias a receber e 65,7 milhões (54%) não encontraram valores esquecidos.

    O SVR tem cerca de R$ 6 bilhões a serem resgatados por cerca de 38 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas. Para sacar os valores de pessoa física ou de falecidos, o usuário precisa ter conta no Portal Gov.br de nível prata ou ouro. Já para reaver valores de pessoa jurídica, é necessário ter conta no Portal Gov.br com o Cadastro Nacional Pessoa Jurídica vinculado (com qualquer tipo de vínculo, exceto colaborador).

    O sistema do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também há uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem necessidade de cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

    Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. O sistema informará a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também haverá mais transparência para quem tem conta conjunta, permitindo que um dos titulares solicite o resgate de um valor esquecido e o outro veja as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

  • Projeto proíbe cobrança de tarifa bancária em contas inativas

    Projeto proíbe cobrança de tarifa bancária em contas inativas

    Projeto de lei propõe proibição de cobrança de tarifas bancárias em contas inativas por mais de 60 dias. O PL 772/23 está em análise na Câmara dos Deputados e, caso seja aprovado, irá abranger todas as instituições participantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

    A proposta estabelece que, após o prazo de 60 dias de inatividade, as instituições deverão notificar o cliente sobre o interesse na manutenção ou encerramento da conta. Caso não haja resposta em até 30 dias, o banco poderá fechar a conta.

    O descumprimento da futura lei sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei 13.506/17, que trata dos processos administrativos no Banco Central, sem prejuízo daquelas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

    O deputado Gerlen Diniz (PP-AC), autor do projeto, afirmou que as pessoas frequentemente abrem contas apenas para recebimento de salários e que, mesmo após o término do vínculo empregatício, essas contas continuam gerando tarifas. “O cliente, sem fazer movimentação, passa a acumular débitos com o banco”, disse o deputado.

    Tramitação do Projeto

    A projeto ainda está em tramitação e será despachada para análise das comissões da Câmara. Caso aprovado, o projeto irá beneficiar os consumidores, que não mais serão prejudicados com a cobrança de tarifas em contas inativas.

  • Mercado financeiro projeta inflação acima do teto da meta em 2023

    Mercado financeiro projeta inflação acima do teto da meta em 2023

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, teve sua previsão para este ano elevada de 5,93% para 5,96%, de acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (3). A estimativa é que a inflação fique em 4,13% em 2024, e em 4% para os anos de 2025 e 2026.

    Apesar de ainda estar dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, a projeção para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,25%, com limite inferior de 1,75% e superior de 4,75%.

    Segundo o Banco Central, há uma chance de 83% de a inflação oficial ultrapassar o teto da meta em 2023. Para alcançar a meta de inflação, o BC usa a taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% ao ano desde agosto de 2022 e é a mais alta desde janeiro de 2017.

    A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 12,75% ao ano e caia para 10% ao ano até o fim de 2024. Para 2025 e 2026, as previsões são de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que pode encarecer o crédito e estimular a poupança. Já a diminuição da Selic tende a tornar o crédito mais barato e incentivar a produção e o consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira em 2023 se manteve em 0,9%. Já para 2024, a expectativa é de um crescimento de 1,48% no Produto Interno Bruto (PIB). Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta uma expansão do PIB em 1,8% para ambos os anos.

    Por fim, a expectativa para a cotação do dólar é de R$ 5,25 para o fim deste ano e R$ 5,30 para o fim de 2024.

  • Sistemas do Banco Central que processam PIX passam por instabilidade

    Sistemas do Banco Central que processam PIX passam por instabilidade

    A noite da última sexta-feira (3) foi de complicações para quem precisava transferir dinheiro. Uma instabilidade nos sistemas do Banco Central (BC) que processam as transferências via PIX interrompeu o serviço por pouco mais uma hora.

    O problema, informou o BC, durou uma hora e 13 minutos e foi resolvido pouco antes das 22h. No entanto, os correntistas continuarão a ter dificuldades nas próximas horas por causa do fluxo represado de operações.

    “Os sistemas do Banco Central do Brasil responsáveis pelo processamento do PIX apresentaram instabilidade entre 20h32 e 21h45. A partir das 21h45 os sistemas voltaram a operar normalmente. Possíveis lentidões podem ainda ocorrer em função do acúmulo de transações durante o período de instabilidade”, informou o BC à imprensa.

    Segundo o site Downdetector, que monitora reclamações de serviços, durante quase todo o dia, o Banco Central (BC), que administra o PIX, não enfrentou problemas. Às 20h38, o número de reclamações saltou de 0 para 11 naquele minuto. O número de queixas simultâneas saltou para 56 às 20h48 e para 194 às 21h46.

    Nos sites de bancos monitorados pelo Downdector, o padrão de reclamações está parecido, com as queixas disparando a partir das 20h40. A página acompanha as reclamações das seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Inter e bancos digitais como Nubank, Next e C6 Bank, entre outros.

    Na maioria dos bancos, o volume de reclamações começou a cair por volta das 21h15, mas continua bastante acima da média. Na página do Banco Central, o pico ocorreu às 21h31, quando foram registradas 246 queixas simultâneas.

  • Mercado financeiro eleva projeção da inflação de 2023

    Mercado financeiro eleva projeção da inflação de 2023

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,39% para 5,48% para este ano. A estimativa consta do Boletim Focus de hoje (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

    Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,84%. Para 2025 e 2026, as previsões são de inflação em 3,5% e 3,47%, respectivamente.

    A previsão para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

    Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, que é de 3%, também com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual.

    Em 2022, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. A meta estava em 3,5%, com a mesma margem de tolerância, e podia variar entre 2% e 5%.

    Em carta ao Ministério da Fazenda, o Banco Central explicou que a inflação só ficará dentro da meta a partir de 2024, quando deverá se situar em 3%, e em 2025 (2,8%). Para esses dois anos, o CMN estabelece uma meta de 3% para o IPCA.

    Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, teve aumento de 0,58%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Taxa de juros

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

    Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 12,5%. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,5% ao ano. Já para 2025 e 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano e 8,25% ao ano, respectivamente.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano também variou, de 0,77% para 0,79%. Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

    A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,28 para o final de 2023. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.