Tag: vacina

  • Estado de São Paulo recebe cerca de 3 milhões de doses da Pfizer Bivalente

    A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recebeu cerca de 3 milhões de doses da vacina Pfizer Bivalente. Este imunizante é uma versão atualizada dos já existentes contra a Covid-19 e pode oferecer uma proteção ainda maior contra as novas variantes da Ômicron. As doses serão distribuídas para todos os municípios do Estado na próxima semana e a imunização deverá ser iniciada na segunda-feira (27).

    Conforme documento técnico do Ministério da Saúde, o primeiro público a ser imunizado serão os idosos cima de 70 anos; pessoas vivendo em Instituições de Longa Permanência (ILPI’s) a partir de 12 anos, abrigados e os trabalhadores dessas instituições; imunocomprometidos; comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. A população apta a receber o imunizante será ampliada de acordo com a chegada de novas doses.

    Para o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, a chegada dessas doses de pfizer vem para contribuir ainda mais com a imunização e proteção da população mais vulnerável. “Essas doses são muito bem-vindas a São Paulo. Sempre é bom lembrar que a pessoa imunizada, principalmente com as doses de reforço, tem menor risco de contrair a Covid-19 de uma forma mais grave”, disse Paiva.

    Até esta quinta-feira (16), o Estado de São Paulo já aplicou mais de 128,8 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. A SES reforça a importância da população retornar às unidades de saúde para completarem o ciclo vacinal.

    Os dados de vacinação por município e por faixa etária podem ser consultados diariamente pelo link: https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro.

  • SP sanciona projeto sobre exigência de comprovante da vacina contra Covid-19

    O governador Tarcísio de Freitas sancionou com vetos, nesta terça-feira (14), o projeto de lei 668/2021, que disciplina a exigência de comprovante de vacinação contra Covid-19 no Estado de São Paulo. A nova Lei estabelece os casos para os quais o comprovante de imunização é necessário, desobrigando a apresentação do documento para outras situações.

    Não haverá mais a obrigatoriedade da apresentação do comprovante de vacinação para ter acesso a locais públicos e privados, exceto aos profissionais de saúde, uma vez que podem ter contato com imunossuprimidos, trabalhadores em instituições para idosos, profissionais em contato com crianças portadoras de doenças crônicas e mulheres grávidas, considerando que estas pessoas estão mais propensas a desenvolver formas graves de Covid-19.

    São Paulo atingiu os mais altos índices de cobertura vacinal do país. Mais de 90% da população foi imunizada. Esse resultado é fruto da conscientização das pessoas sobre a importância da vacinação. Por isso, vamos reforçar esse trabalho com a realização de campanhas de vacinação para todas as idades, com informação clara e precisa, além de disponibilizar a vacina para todos”, disse Tarcísio de Freitas.

    A meta do Governo é orientar a população sobre a necessidade de manter acima de 90% a cobertura vacinal para todo Plano Nacional de Imunização (PNI). As ações serão voltadas a prestar todos os esclarecimentos necessários e ainda informar que, para se sentir seguro, o cidadão pode recorrer ao imunizante disponível em todas as unidades básicas de saúde e postos de vacinação espalhados por todo o estado.

    “A Secretaria de Saúde e o Governo de SP são favoráveis à vacina e entendemos que ela é o melhor instrumento que une custo e efetividade para a prevenção de doenças. O que está em discussão é apresentação do comprovante em determinadas situações”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

  • Vacinação em SP contra Covid -19 e outras doenças segue nesta terça

    Nesta terça-feira (14), a vacinação contra a Covid-19 segue para toda a população acima de 6 meses de idade na cidade de São Paulo. O serviço está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas e megapostos.

    Atualmente, todas as crianças com idade de 6 meses até 2 anos, 11 meses e 29 dias podem receber a primeira dose do imunizante contra a Covid-19. Para este público, o esquema vacinal é realizado em três doses, sendo a segunda dose quatro semanas (28 dias) após a primeira, e a terceira dose oito semanas (56 dias) após a segunda.

    Vale lembrar que Pfizer Baby contra a Covid-19 pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação para o público infantil, segundo o Ministério da Saúde.

    Esquema vacinal para outras faixas etárias

    A vacinação em SP contra a Covid-19 está disponível também para crianças a partir de 3 anos de idade, adolescentes e adultos. Para a primeira dose adicional (DA1), estão elegíveis crianças acima de 5 anos que tomaram a última dose do esquema vacinal há pelo menos quatro meses. Já a segunda dose adicional (DA2) da vacina está disponível para toda a população acima de 18 anos de idade, enquanto a terceira dose adicional (DA3) pode ser recebida por pessoas com alto grau de imunossupressão com mais de 18 anos, sempre respeitados quatro meses de intervalo.

    Multi vacinação infantil

    Também nas UBSs e AMAs/UBSs Integradas, a capital prossegue com a vacinação voltada ao público infantil, com a disponibilização de imunizantes como: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), pneumo 10, rotavírus, meningo C, meningo ACWY, varicela, hepatites A e B, febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto, HPV e pneumo 23.

    Campanha contra poliomielite

    A campanha de vacinação contra a poliomielite segue para crianças a partir de um ano até 4 anos e 11 meses de idade. O objetivo é imunizar com a vacina oral (VOP) as crianças que estejam com o esquema prioritário com a vacina inativada (VIP) completo, aumentando a cobertura vacinal. Afinal o Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apresenta um alto risco de voltar a ter circulação do poliovírus e, consequentemente, a ocorrência da poliomielite, doença que pode provocar sequelas graves e permanentes.

    Na cidade de São Paulo, a vacinação acontece de segunda a sábado nas unidades de saúde da rede municipal. Acompanhe acessando o Vacina Sampa.

    Serviço – Vacinação em SP

    No dia 14 de fevereiro de 2023 (terça-feira)

    • Unidades Básicas de Saúde (UBSs): Vacinação crianças, adolescentes e adultos – Funcionamento das 7h às 19h.
    • AMAs/UBSs Integradas: Vacinação crianças, adolescentes e adultos – Funcionamento das 7h às 19h.
    • Megapostos: Vacinação adolescentes e adultos – Funcionamento das 8h às 17h.
  • São Paulo intensifica vacinação contra a febre amarela este mês

    São Paulo intensifica vacinação contra a febre amarela este mês

    Em razão de um caso confirmado de febre amarela no município de Vargem Grande do Sul, na região próxima a São João da Boa Vista, interior do Estado, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) deu início a ações de intensificação em vigilância e vacinação contra a doença na capital. A SMS recebeu alerta epidemiológico do Governo do Estado de São Paulo em 27 de janeiro, que informou sobre o diagnóstico da doença em um adulto de 73 anos, não vacinado, que evoluiu com internação hospitalar sendo curado em sua evolução clínica.

    Na primeira etapa, a vacinação contra a febre amarela será reforçada na zona norte, considerada importante área de risco caso o vírus realize migração pelos “corredores ecológicos” previamente estudados no surto de 2017 e 2018, local de áreas urbanas fronteiriças a matas. Será feita também nesta região a busca ativa do público elegível que ainda não recebeu as doses previstas, por meio dos agentes comunitários de saúde e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

    O esquema vacinal inclui crianças menores de 5 anos de idade, com uma dose aos 9 meses e outra aos 4 anos, além de todos os indivíduos com mais de 5 anos, que recebem uma dose única, válida por toda a vida. No caso de crianças que não receberam a segunda dose até os quatro anos, a vacina pode ser aplicada em qualquer idade.

    A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença, que é transmitida por vetores e tem ocasionado casos em distintas regiões do país em seu ciclo silvestre. É importante que pessoas que se deslocam para regiões de mata, considerando também o feriado de Carnaval, estejam vacinadas.

    As ações de vigilância e prevenção consistem ainda na emissão do alerta epidemiológico para sensibilizar e atualizar a rede de atendimento:

    https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/vigilancia_em_saude/Alerta_001_DVE_2023_FA_compressed.pdf

    Atualização das equipes de assistência para identificação precoce de sinais e sintomas sugestivos da doença e, na notificação de casos suspeitos, realização de ações importantes da vigilância ambiental, como busca ativa e combate aos mosquitos na região do caso.

    Sintomas e histórico da doença

    A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, imunoprevenível, de rápida evolução e elevada letalidade nas suas formas mais graves. Apresenta sintomas como febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. Tem padrão sazonal, com a maior parte dos casos incidindo entre os meses de dezembro e maio.

    Após aproximadamente meio século de silêncio epidemiológico, o vírus da febre amarela voltou a ser detectado no ano 2000, no Estado de São Paulo. Desde a sua reintrodução, foram reportados quatro surtos, com mais de 600 casos confirmados. Eventos epidêmicos da doença também foram registrados, a partir de 2014, em Goiás e Tocantins, e seguiram no sentido dos Estados do Sudeste e Sul.

    No município de São Paulo, em 2018, foram confirmados 121 casos da doença, sendo que, destes, 107 foram casos importados e 14 autóctones. Já em 2019 e 2020, a cidade teve, respectivamente, três e um caso confirmados. Em 2021 e 2022, a cidade não registrou nenhum caso da doença.

    A SMS reforça a necessidade de atualizar a situação vacinal para o público elegível, a partir dos 6 meses até 59 anos, e alerta sobre a importância de procurar uma unidade assistencial do município para avaliação e tratamento se a pessoa apresentar alguns dos sintomas da doença.

    Os imunizantes contra a febre amarela estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas AMAs/UBSs Integradas aos sábados, também das 7h às 19h.

  • Bolsa Família: estas são as vacinas obrigatórias para as crianças

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta semana que uma das condições para a família receber o novo Bolsa Família será a de manter as vacinas das crianças em dia. A fala foi realizada em evento no Rio de Janeiro, durante a última segunda-feira (6).

    Bolsa Família: estas são as vacinas obrigatórias para as crianças
    Bolsa Família: estas são as vacinas obrigatórias para as crianças

    Bolsa Família terá três pré-requisitos

    De acordo com o chefe do Poder Executivo, três pré-requisitos serão básicos para que os pagamentos do Bolsa Família ocorram de maneira regular:

    1. Manter as crianças matriculadas nas escolas;
    2. Apresentar carteira de vacinas em dia;
    3. Realizar acompanhamento pré-natal completo das gestantes.

    Além dessas características, os beneficiário precisam se enquadrar em situação de pobreza ou extrema pobreza.

    Bolsa Família: estas são as vacinas consideradas obrigatórias para as crianças

    Primeiramente, entenda que não exige nenhuma regra que obriga as crianças a serem vacinadas no Brasil. No entanto, as vacinas estão disponíveis para serem utilizadas de forma gratuita no Serviço Único de Saúde (SUS) e são um direito de todos os cidadãos.

    Contudo, a carteirinha de vacinação é utilizada como documento para dar acesso a vários serviços. Inclusive, ela sempre foi uma exigência por parte do governo para conceder determinados benefícios sociais.

    Confira quais são as principais vacinas para as crianças de até 6 anos

    É preciso lembrar que, a partir de março, o governo começa a liberar a parcela extra de R$ 150 para cada criança menor de 6 anos de idade do núcleo familiar.

    Por isso, separamos as principais vacinas que todas as crianças até essa idade devem receber gratuitamente em unidades de saúde do município. Basta se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro com documento e comprovante de endereço.

    Confira quais são as vacinas principais que todas as crianças de até 6 anos têm acesso no SUS:

    • Ao nasces: BCG e vacina contra hepatite B;
    • 1 mês de vida: vacina contra hepatite B (2ª dose);
    • 2 meses de vida: vacina tetravalente, vacina oral contra poliomielite, vacina oral contra rotavírus humano;
    • 4 meses de vida: vacina tetravalente (2ª dose), vacina oral contra poliomielite (2ª dose), vacina oral contra rotavírus humano (2ª dose);
    • 6 meses de vida: vacina tetravalente (3ª dose), vacina oral contra poliomielite (3ª dose), vacina contra hepatite B (3ª dose);
    • 9 meses de vida: vacina contra febre amarela;
    • 1 ano de vida: vacina tríplice viral;
    • 1 ano e 3 meses de vida: vacina oral contra poliomielite (reforço), tríplice bacteriana;
    • Dos 4 aos 6 anos de vida: tríplice bacteriana (reforço), tríplice viral (reforço).

    As informações foram retiradas do site do Ministério da Saúde e estão disponíveis para consulta pública no sistema DataSUS.

  • Estado de São Paulo inicia vacinação de reforço contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos

    Estado de São Paulo inicia vacinação de reforço contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos

    O Governo de SP amplia o público-alvo para a imunização contra a Covid-19. Crianças entre 5 e 11 anos, que completaram o esquema vacinal primário, com a primeira e segunda dose, há pelo menos quatro meses, já podem tomar o reforço da vacina. Já os mais novos, de 6 meses a 2 anos e 11 meses, podem ser levados aos postos da vacinação para dar início à proteção contra o coronavírus.

    No início desta semana, o Estado de São Paulo recebeu do Ministério da Saúde dois milhões de doses da Pfizer destinadas ao público infantil e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) distribuiu, na sequência, os itens para todos os municípios, que são responsáveis pela organização local da vacinação.

    Para o Secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, a medida vem de encontro à política da nova gestão. “Desde o princípio nós falamos que uma das nossas prioridades seria incentivar a vacinação da população e, aos poucos, vamos ampliando nosso calendário e alcançando cada vez mais a cobertura vacinal ideal, não só contra a Covid-19, mas contra outras doenças também”.

    A SES reforça a importância de pais e responsáveis levarem seus filhos para se vacinar, principalmente com as doses de reforço, para o enfrentamento à Covid-19. Com isso, se evita os casos mais graves, internações e, até mesmo, óbitos. Até esta terça-feira (31), mais de 128,4 milhões de doses contra a Covid-19 foram aplicadas em todo o Estado. Deste total, 15,7 milhões foram destinadas à população de 6 meses a 17 anos. O avanço na vacinação, separado por faixa etária, pode ser acompanhado diariamente pelo site: https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro.

    A Pasta também reforça a importância da vacinação para aqueles que já estão aptos a se vacinarem, mas ainda não fizeram. Neste momento, 2,3 milhões estão em atraso com a 2ª dose, 8,9 milhões para a 1ª dose de reforço e 14,2 milhões para a 2ª dose de reforço.

    O número de doses destinadas ao reforço ainda não atende todo o público elegível de 5 a 11 anos, porém, é possível iniciar a imunização de reforço deste público. A SES segue cobrando o Ministério da Saúde o envio de mais doses.

  • Estudo indica que vacinados com três doses tem mais proteção contra variante ômicron

    Estudo indica que vacinados com três doses tem mais proteção contra variante ômicron

    O trabalho, publicado no Journal of Medical Virology, mostra ainda que os vacinados com três doses possuíam mais anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus do que os voluntários que não haviam completado o esquema vacinal ou mesmo os que já haviam tido a doença previamente. Mais de 80% dos infectados do estudo não tinham tomado a terceira dose.

    “Ainda que alguns dos testados previamente infectados pudessem apresentar uma maior quantidade de anticorpos que reconheciam o vírus, os vacinados com três doses possuíam uma melhor qualidade de anticorpos, ou seja, que não apenas reconheciam como efetivamente neutralizavam o SARS-CoV-2”, conta à Agência FAPESP Jaime Henrique Amorim, professor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), que coordenou o estudo junto com Luiz Mário Ramos Janini, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) apoiado pela FAPESP.

    As amostras foram coletadas na cidade de Barreiras, no oeste da Bahia, durante um surto da ômicron ocorrido entre janeiro e março de 2022. Pacientes que chegavam a uma unidade de saúde com sintomas gripais tinham coletadas amostras de swab nasal. A maior parte teve colhidas ainda amostras de sangue.

    Os vírus presentes nas amostras foram isolados e sequenciados, confirmando que eram da cepa ômicron. Os pesquisadores então separaram amostras do soro do sangue dos pacientes para testar a ação dos anticorpos sobre essa variante e sobre a cepa original de Wuhan, que deu origem à pandemia.

    “Os anticorpos presentes nas amostras dos vacinados com três doses se mostraram capazes de neutralizar não apenas a cepa original de Wuhan, como também a variante ômicron. Isso não ocorreu com os não vacinados ou que tomaram uma ou duas doses”, comenta Robert Andreata-Santos, que realiza estágio de pós-doutorado na EPM-Unifesp com bolsa da FAPESP e é um dos primeiros autores do artigo, junto com Jéssica Pires Farias e Josilene Pinheiro, da UFOB.

    Proteção

    Entre os vacinados que se infectaram durante o estudo, apenas 16 haviam tomado a terceira dose. Os 189 que testaram negativo contaram com uma proporção menor de não vacinados (23) do que de vacinados (166), sendo 51 com as três doses.

    O estudo ocorreu num momento em que poucas pessoas haviam tomado a terceira dose dos imunizantes desenvolvidos contra a COVID-19. Os vacinados haviam sido imunizados, em sua maioria, com as vacinas CoronaVac ou AstraZeneca nas duas primeiras doses e o chamado boost com o imunizante da Pfizer, como a maior parte dos brasileiros.

    “Como esperado, vimos que a vacina não impede necessariamente a infecção. O que trazemos de novo é que os vacinados com três doses possuem anticorpos que neutralizam mesmo a ômicron, que surgiu quando as vacinas usadas atualmente já existiam”, explica Luís Carlos de Souza Ferreira, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e coordenador da Plataforma Científica Pasteur-USP, outro coautor do estudo apoiado pela FAPESP.

    Segundo Ferreira, o resultado tem repercussão para o mundo todo, pois mostra a importância de se administrar doses adicionais dos imunizantes atualmente disponíveis para a população. Além disso, os resultados indicam que as diferentes combinações de vacinas aplicadas no país funcionam e são capazes de conferir proteção contra a infecção mesmo por variantes recentes como a ômicron.

    “Os dados que se tinha sobre a terceira dose eram na maioria de países do hemisfério Norte, que foram mais homogêneos nas marcas de vacina usadas. O que temos agora é mais relevante para a realidade brasileira”, destaca Amorim.

    Resultados preliminares de uma nova análise, realizada recentemente pelo grupo no mesmo município, mostram que a administração da quarta dose surtiu efeito também interessante. Os pesquisadores observaram uma ocorrência ainda menor de quadros da doença, mesmo entre os infectados.

    “Aparentemente, a quarta dose é tão importante quanto a terceira. Enquanto novas vacinas feitas especialmente para as novas variantes não estão disponíveis, é fundamental manter altos os níveis de anticorpos neutralizantes na população, o que só se consegue com as doses adicionais”, encerra Andreata-Santos.

    A pesquisa teve apoio da FAPESP ainda por meio de Bolsa de Pós-Doutorado para Maria Fernanda de Castro Amarante. O estudo contou também com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Instituto Serrapilheira.

    O artigo The third vaccine dose significantly reduces susceptibility to the B.1.1.529 (Omicron) SARS-CoV-2 variant pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jmv.28481.

    Pela Agência FAPESP