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  • VITORIA! Novo anúncio de incentivos do governo pega motoristas de surpresa

    VITORIA! Novo anúncio de incentivos do governo pega motoristas de surpresa

    VITORIA! Novo anúncio de incentivos do governo pega motoristas de surpresa | A equipe econômica do governo brasileiro está considerando a inclusão de incentivos à renovação da frota de caminhões no pacote de medidas destinadas a reduzir os custos dos carros populares. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) discutiram o assunto e já apresentaram uma proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o programa voltado à indústria automobilística foi redesenhado com a aprovação do presidente e deve ser finalizado até a próxima segunda-feira (05/06), no máximo.

    Além de incluir os incentivos aos caminhões, a equipe econômica também busca estabelecer critérios mais claros para a redução de impostos sobre os carros populares, visando proporcionar maior previsibilidade em relação aos benefícios fiscais que precisarão ser compensados.

    Benefícios fiscais para carros de até R$ 120 mil

    Na semana passada, o governo anunciou benefícios fiscais para carros de até R$ 120 mil, com base em critérios como eficiência energética, preço e conteúdo nacional. No entanto, ainda há a necessidade de detalhar como será monitorada a redução dos impostos, qual será o impacto na arrecadação e como a medida será compensada para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e não comprometer a meta de redução do déficit das contas públicas deste ano.

    Caminhões com alta quilometragem fora de circulação

    A ideia de retirar caminhões com alta quilometragem de circulação e oferecer incentivos para a compra de veículos novos não é nova. No final do ano passado, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro regulamentou as regras do Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária, conhecido como Programa Renovar.

    Esse programa tinha o objetivo de estimular, de maneira voluntária, a retirada de circulação de veículos que não atendessem aos parâmetros técnicos de rodagem ou que respiravam mais de 30 anos de fabricação. Na época, o governo indicou que havia 3,5 milhões de caminhões em circulação no Brasil, dos quais 26% tinham mais de 30 anos de fabricação.

    Com a inclusão dos incentivos à retenção da frota de caminhões no pacote de medidas para baratear o carro popular, o governo espera apoio não apenas a indústria automobilística, mas também o setor de transporte de cargas, confiante para a modernização da infraestrutura rodoviária do país e para a redução de emissões de poluentes. Resta aguardar a finalização do programa e a divulgação dos detalhes para avaliar o impacto e a viabilidade dessas medidas.

    Veja também: SAIU: Governo anuncia medidas para baratear compra de carros novos

  • Mais Médicos cria incentivos para fixar profissionais

    Mais Médicos cria incentivos para fixar profissionais

    Com 6 mil vagas anunciadas esta semana para o primeiro edital, o programa Mais Médicos aposta em novos incentivos para atrair profissionais brasileiros e ampliar o acesso ao atendimento em saúde no país, principalmente nas regiões de extrema pobreza e vazios assistenciais.

    Para especialistas, o programa é uma alternativa importante para que populações pobres e de áreas remotas tenham acesso garantido à saúde. Entidades médicas, entretanto, criticam a possível contratação de profissionais brasileiros formados no exterior e de estrangeiros sem a revalidação de diplomas.

    Ao todo, 16 mil vagas serão abertas até o final deste ano para profissionais que serão responsáveis pela atenção primária em milhares de cidades brasileiras. As outras 10 mil oportunidades serão custeadas pelos municípios, mas garantirão às prefeituras menor custo, viabilização das contratações, maior agilidade na reposição do profissional e permanência nessas localidades.

    Para tentar garantir a permanência do profissional em pequenos municípios, o governo pagará um incentivo de fixação que pode chegar a R$ 120 mil para o médico que ficar por quatro anos em áreas vulneráveis.

    Na avaliação do médico Deivisson Vianna, um dos vice-presidentes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), sistemas de saúde de todo o mundo têm políticas para garantir a presença de médicos em áreas remotas.

    “Se existem rincões que não contam com atendimento médico, todos os sistemas nacionais de saúde do mundo que se prezem têm políticas de garantir o provimento de vagas nessas regiões. Países como Canadá e Inglaterra também têm política de incentivo para médicos estrangeiros para garantir atenção à saúde, caso o médico local não queira ir. Porque é isso [garantir atenção à saúde] que importa”, disse.

    “Se houver lugares que os brasileiros não queiram ir, qual o problema de a gente estimular a ida de médicos com diploma feito fora do país, mas com a supervisão dos profissionais supervisores do Mais Médicos? Tem isso que pouca gente sabe: o programa tem toda uma rede de apoio das universidades. O profissional não fica solto.”

    De acordo com o edital, podem participar profissionais brasileiros e intercambistas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). Os médicos brasileiros formados no Brasil têm preferência na seleção.

    “[Nessa edição do programa] não foi necessário fazer acordo com Cuba, por exemplo. O número de médicos estrangeiros vai ser menor. Neste relançamento, ficamos contentes porque se ampliou o tempo do programa e dá bastante benefícios para o médico se fixar em locais de difícil provimento”, avaliou Vianna.

    No atual formato, o tempo de participação no programa passa a ser de quatro anos, prorrogável por igual período, quando o médico poderá fazer especialização e mestrado. A bolsa é de R$ 12,8 mil, mais auxílio-moradia. Os brasileiros e estrangeiros formados no exterior que participarem do programa terão desconto de 50% na prova de revalidação do diploma, o Revalida, realizada pelo Ministério da Educação. Na última edição do Revalida, o valor da taxa de inscrição foi de R$ 410.

    Levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que 41% dos participantes do programa desistem de atuar nos locais mais remotos para irem em busca de capacitação e qualificação. Como incentivo, eles receberão adicional de 10% a 20% da soma total das bolsas de todo o período de permanência no programa, a depender da vulnerabilidade do município.